Justiça nos Trilhos assina Carta Vigília pela garania da Revisão Democrática do Plano Diretor de São Luís (MA)

Justiça nos Trilhos assina Carta Vigília pela garania da Revisão Democrática do Plano Diretor de São Luís (MA)

Imagem: PAC/Flickr

A Associação Justiça nos Trilhos é uma das 150 organizações da sociedade civil do Maranhão que assinaram o documento que exige que o projeto do Plano Diretor, que hoje está na Câmara Municipal de São Luís, seja devolvido para a Prefeitura, para que as devidas revisões possam ser feitas por meio de um processo amplo de discussão com a sociedade, seguindo a recomendação do Ministério Público Estadual (MPE).

Pela garantia da participação efetiva da população estamos de vigília!

Confira a carta vigília na íntegra

CLIMA EM PAUTA: Debatendo Justiça Climática no Tocantins e Maranhão

CLIMA EM PAUTA: Debatendo Justiça Climática no Tocantins e Maranhão

A reportagem em áudio é fruto do Programa Jornalismo e Território, organizado pela ÉNOIS Laboratório de Jornalismo e tem como objetivo debater o tema Justiça Climática nos Estados do Tocantins (TO) e Maranhão (MA).

Aqui você vai conhecer quatro comunidades a partir do olhar de seus moradores, compreendendo os problemas que enfrentam em relação a mudanças climáticas, justiça climática e racismo ambiental em seus territórios. Também destaca-se de que forma elas estão atuando para se proteger e permanecerem vivas com suas práticas e saberes ancestrais.

Participaram deste programa:
• Beto Lopes – pescador e liderança na comunidade do TAIM (São Luís – MA);
• Maria Mercês – quebradeira de coco do assentamento Vila Diamante (Igarapé do Meio-MA);
• Maria das Graças – liderança no assentamento Onalício Barros (Caseara – TO);
• Indianaru Javaé – ativista indígena na Ilha do Bananal (TO) e;
• Fábio Pacheco – engenheiro agrônomo da Rede Agroecológica do Maranhão (RAMA).

✍🏽 Expediente:
Reportagem e produção: Dani Moreira, Dani Gomes, Elâine Jardim e Polyana Amorim.
Roteiro: Dani Moreira, Dani Gomes, Elâine Jardim e Polyana Amorim.
Edição: Polyana Amorim
Apoio: Énois Laboratório de Jornalismo.

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São Luís sediará encontro formativo sobre Fluxos Financeiros Ilícitos na Mineração

São Luís sediará encontro formativo sobre Fluxos Financeiros Ilícitos na Mineração


O evento promoverá a participação popular na discussão sobre controle social dos recursos advindos da exploração mineral

Realizado pela Justiça nos Trilhos (JnT) e a Rede Igrejas e Mineração (IyM) nos dias 25 e 26 de novembro, o evento reunirá comunidades impactadas pela Estrada de Ferro Carajás (EFC), pesquisadores, ativistas e movimentos sociais do Maranhão, Pará e Minas Gerais. Os momentos de aprendizado têm como objetivo combater os fluxos financeiros ilícitos, a impunidade corporativa, as transações de lucros das multinacionais e os seus impactos em municípios que sofrem os efeitos da exploração mineral.

No Maranhão, a Estrada de Ferro Carajás (EFC), de concessão da mineradora Vale S.A.,
atravessa mais de 100 comunidades e transforma os modos de vida das populações, entre elas, comunidades indígenas e quilombolas. Esses impactos vão desde a poluição sonora, causada pelo transporte do minério de ferro a céu aberto, até atropelamentos fatais de pessoas e animais. Problemas semelhantes são vivenciados nos estados do Pará e Minas Gerais pelas ações de empresas que funcionam com o mesmo padrão da mineradora Vale S.A.

Nos últimos anos, organizações como a Rede Igrejas e Mineração, Justiça nos Trilhos,
Comitê Nacional em Defesa dos Territórios Frente à Mineração, Movimento pela Soberania Popular na Mineração (MAM), o Grupo de Pesquisa Mineração e Alternativas (MINAS), da Universidade Federal de Viçosa (UFV), Instituto de Justiça Fiscal (IJF), entre outras entidades de Direitos Humanos e Direitos da Natureza, têm buscado construir coalizões centradas nas questões que serão abordadas durante o encontro.

De acordo com a coordenadora política da Justiça nos Trilhos, Larissa Santos, criar espaços de trocas de saberes entre os territórios, movimentos sociais e pesquisadores é um caminho para fortalecer a autonomia das comunidades no processo de controle social. “Quando as práticas de evasão fiscal cometidas por essas empresas são identificadas, é possível também indicar as perdas de lucros que os municípios afetados pela mineração têm anualmente, e como eles poderiam ser utilizados para a melhoria da qualidade de vida e para a criação de outras alternativas econômicas”, ressalta.

A capital São Luís foi escolhida para sediar o evento por ser o primeiro município maranhense que mais recebe recursos financeiros advindos da Compensação Financeira pela Exploração Mineral (CFEM), assunto que será amplamente abordado durante o encontro formativo com a apresentação dos estudos De Olho na CFEM. Outras pesquisas como: “Fluxos Financeiros Ilícitos: o caso da Vale S.A. no Brasil”; “Manobras Fiscais: O que fica para as comunidades?” e “Em busca da transparência: desvendando o setor extrativo brasileiro – Um estudo de caso de pesquisa-ação sobre a mina de minério de ferro Minas-Rio”, também conduzirão o debate nos espaços formativos.

Segundo o professor e pesquisador da Universidade Federal do Sul e Sudeste do Pará
UNIFESSPA, Giliad Silva, durante do I Seminário Estadual Mineração, Evasão Fiscal e CFEM, realizado no município de Açailândia (MA), a organização dos povos é fundamental para decidir os rumos do orçamento que vem da extração do minério nesta região. “As formações populares definem um processo de autonomia, porque à medida que a sociedade compreende mais sobre a burocracia do orçamento das grandes empresas, e como isso impacta no orçamento público, mais a população terá o poder de decisão sobre o uso desses recursos”, afirma.

O evento também será um alerta sobre como a transferência de lucros tem legitimado que as mineradoras subsidiárias não tenham compromisso com o desenvolvimento comunitário e a reabilitação ambiental, violando cada vez mais os trabalhadores, as comunidades e aqueles que dependem de serviços públicos de qualidade.

Para Tadzio Coelho, pesquisador e coordenador da pesquisa desenvolvida no Brasil, os
dados coletados pelo grupo de pesquisa MINAS, sobre a principal empresa de mineração no Brasil, a Vale S.A., é vital que a população seja capacitada para entender e resistir a esses fluxos de base.

Ele destaca que as transferências financeiras realizadas através das fronteiras por empresas como a Vale S.A., para a obtenção de lucros podem gerar evasão fiscal e abusos regulatórios. “Essas ações afetam diretamente a arrecadação dos recursos advindos da exploração mineral no Brasil, como a CFEM e impactam nos modos de vida das comunidades e na elaboração de políticas públicas nos municípios. Por isso, é importante analisar os fluxos financeiros das empresas a partir de uma dimensão também social, levando em conta que os preços dos minérios aumentaram nas últimas décadas e geraram processos de exploração no Brasil”, finaliza.


Quando? 25 e 26 de novembro de 2022
Onde? Hotel Gree, São Luís – MA (Av. Castelo Branco, 375 – São Francisco, São Luís – MA, CEP: 65076-091).
Realizadores: Justiça nos Trilhos e Rede Igrejas e Mineração