[Relatório] Acionistas Críticos: 10 anos de atuação da Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale

[Relatório] Acionistas Críticos: 10 anos de atuação da Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale

A Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale (AIAAV) é uma rede Sul-Sul que congrega, desde 2009, representantes de movimentos sociais, sindicalistas, ambientalistas, ONGs, associações de base comunitária, comunidades em geral, grupos religiosos e acadêmicos do Brasil e do mundo. Seu objetivo central é contribuir com o fortalecimento das comunidades em rede, promovendo estratégias de enfrentamento dos impactos socioambientais relacionados à indústria extrativa da mineração, sobretudo daqueles vinculados à empresa Vale S.A.

Em 10 anos de atuação conjunta, as organizações que fazem parte da Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale apresentam anualmente votos críticos à Assembleia de Acionistas da Vale. Esse ano, a AIAAV preparou um compilado que celebra a década de lutas e convida a sociedade a somar esforços pelos direitos dos atingidos e atingidas.

[Instituto PACS] Saberes em Autogestão

[Instituto PACS] Saberes em Autogestão

O programa é uma realização do Instituto Pacs, em parceria com o Coletivo Autogestão. Esse projeto é fruto do curso Autogestão, que é construído por diversos movimentos sociais do Brasil, a partir de suas práticas e experiências territoriais. O podcast “Saberes em Autogestão” é uma forma de dar continuidade aos intercâmbios promovidos pelo curso. O programa tem o apoio da Fundação Rosa Luxemburgo, do Pão Para o Mundo e da União Europeia, através do projeto “Protagonismo da Sociedade Civil em Políticas Macro Econômicas”, junto com a Rede Jubileu Sul Brasil e Jubileu Sul / América.

Ouça podcast Saberes em Autogestão, episódio Direito à Água:

https://open.spotify.com/episode/2yz3WJrMFQM1HzR0tRgD93
Água para os povos lança podcast com narrativas de comunicadoras e comunicadores originários, quilombolas e tradicionais do MA

Água para os povos lança podcast com narrativas de comunicadoras e comunicadores originários, quilombolas e tradicionais do MA

“Um gole seguro de reflexão política, cultural e sobre o bem viver feita por povos e comunidades originárias e tradicionais do Maranhão”, assim é descrito o podcast Cacimba D’Água, ferramenta de comunicação que brota da campanha internacional Água para os povos e tem realização da Justiça nos Trilhos.  No primeiro episódio, dividido em cinco blocos, a jornalista Sabrina Felipe conversa com seis jovens que fazem comunicação popular desde as suas comunidades e para as suas comunidades.

As falas do episódio “Cuspindo flecha: narrativas insurgentes de comunicadoras/es originários e tradicionais no MA” traduzem séculos de ancestralidade e luta e abrangem os territórios da Terra Indígena Rio Pindaré (Bom Jardim), Quilombo Rampa (Vargem Grande), Piquiá de Baixo (Açailândia), Buriticupu e Quilombo Santa Rosa dos Pretos (Itapecuru-mirim).

Com o olhar da fotografia, na dinâmica do vídeo, pelas ondas do rádio, com o pé no palco do teatro, nas paletas de cores da ilustração e na criatividade para transformar e ressignificar realidades, as comunicadoras e os comunicadores populares contam as histórias dos territórios e dos povos. Como afirma a documentarista Djelma Viana Guajajara, da TI Rio Pindaré, entrevistada para o podcast: “a gente abre a boca para firmar a história, a verdadeira história da gente, desde de quando a gente vem sofrendo, de quando a gente vem morrendo e quantos já morreram, isso é como flecha, né? É como flechas que saem da nossa boca”.

A comunicação é a ferramenta usada para a denúncia e o anúncio por Djelma (documentarista), Genilson Guajajara (fotógrafo), Raimundo José (repórter e criador da TV Quilombo Rampa), Kelly da Silva (liderança jovem e comunicadora popular), Uriel Menezes (ilustrador e chargista) e Zica Pires (educadora e ilustradora). A partir da comunicação popular combatem a falta de espaço em outros veículos e a deturpação narrativa do opressor; buscam a mobilização para a luta e a reconexão com a ancestralidade viva e presente nos territórios. A comunicação é fluida e pura como água de cacimba e aplaca (um pouco) suas sedes de bem viver.

Idayane Ferreira