Pela não liberação comercial de eucaliptos geneticamente modificados

Pela não liberação comercial de eucaliptos geneticamente modificados

Alerta Internacional: carta aberta à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança do governo brasileiro exige que não se autorize a liberação comercial de eucaliptos geneticamente modificados. Fomos alertados de que a FuturaGene, firma de biotecnologia de propriedade exclusiva da empresa de papel e celulose Suzano, pediu à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio)…

Alerta Internacional: carta aberta à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança do governo brasileiro exige que não se autorize a liberação comercial de eucaliptos geneticamente modificados.

Caros amigos,

Fomos alertados de que a FuturaGene, firma de biotecnologia de propriedade exclusiva da empresa de papel e celulose Suzano, pediu à Comissão Técnica Nacional de Biossegurança (CTNBio) do Brasil a liberação comercial do plantio comercial de eucalipto geneticamente modificado (GM).

Como explica a carta abaixo, se aprovado, isso vai agravar os impactos negativos já conhecidos que as plantações de eucaliptos têm sobre comunidades do entorno.

Nós os convidamos a assinar a carta que será enviada à CTNBio, a instituição brasileira encarregada de autorizar a liberação de organismos geneticamente modificados. A carta visa expressar profunda preocupação e exige que a CTNBio não autorize o plantio comercial de eucalipto GM pela Suzano/FuturaGene.

Para isso, por favor, envie seu nome e organização ao endereço wrm@wrm.org.uy, antes de 15 de junho.

Agradecemos antecipadamente.

CARTA QUE SERÁ ENVIADA À CTNBIO

Nós, abaixo assinados, fomos informados de que a FuturaGene, firma de biotecnologia de propriedade exclusiva da empresa de papel e celulose Suzano, apresentou uma solicitação para o plantio comercial de eucalipto geneticamente modificado (GM).

A Suzano/FuturaGene e outras empresas, como Fibria (ex-Aracruz) e ArborGen, vêm realizando experimentos de pesquisa e de campo com árvores GM há anos. O interesse da Suzano/FuturaGene tem sido o de aumentar a produtividade de suas plantações de árvores. A empresa argumenta que a nova árvore GM irá resultar em um aumento de 20% na produtividade e, assim, elevar “a competitividade e os ganhos ambientais e socioeconômicos por meio de maior produtividade, usando menos terra e, portanto, menos insumos químicos em geral, com menor liberação de carbono, bem como tornando a terra disponível para a produção ou a conservação de alimentos, e aumentando a renda dos produtores integrados”.[1] Essas afirmações contradizem os fatos que serão tratados a partir das informações a seguir.

ÁRVORES TRANSGÊNICAS AGRAVAM OS PROBLEMAS PROVOCADOS POR PLANTAÇÕES INDUSTRIAIS DE ARVORES, EM VEZ DE REDUZI-LOS

O uso de árvores GM de crescimento mais rápido em plantações industriais vai exacerbar os já conhecidos impactos sociais e ambientais negativos causados pelas plantações industriais de árvores, além de introduzir outros, devido aos riscos adicionais inerentes à engenharia genética.

As empresas de plantação industrial de árvores há muito prometem que os ganhos de produtividade levariam a menos uso da terra. No Brasil, por exemplo, onde a produtividade das plantações de monoculturas de árvores por hectare aumentou de 27 m3/ha/ano nos anos 80 para 44 m3/ha/ano atualmente, a área coberta por plantações cresceu, passando de cerca de 4 milhões de hectares no final daquela década para mais de 7,2 milhões de hectares hoje em dia. Historicamente, portanto, não há evidências de que o aumento da produtividade tenha levado à ocupação de menos terra por plantações industriais de árvores no Brasil. A recém-formada Indústria Brasileira de Árvores (IBA), que representa a indústria brasileira de plantação industrial de árvores, afirma que pretende duplicar a área desse tipo de plantação para 14 milhões de hectares até 2020.

SUZANO BUSCA ABRIR NOVOS MERCADOS PARA PLANTAÇÕES DE ÁRVORES

A Suzano abriu recentemente uma nova fábrica de celulose no Maranhão, com capacidade para 1,5 milhão de toneladas/ano. Serão necessárias enormes áreas de terras cobertas com monoculturas de árvores para atender à atual demanda da Suzano por celulose, bem como a demanda adicional, especialmente seus planos de explorar novos usos da madeira com um projeto no mesmo estado, para produzir e exportar pellets para produção de energia, a serem queimados em conjunto com carvão no Reino Unido. O uso de biomassa para produzir energia em escala industrial continua muito polêmico, e seus impactos sociais, ambientais e climáticos negativos já foram bem documentados.

O POVO E MEIO AMBIENTE BRASILEIROS SERÃO PREJUDICADOS

Tanto o projeto de celulose quanto o de pellets visa exclusivamente lucrar com novas oportunidades de mercado – que é a missão de Suzano. Enquanto os lucros dessa expansão revertem para os acionistas da empresa, os custos sociais, ecológicos e econômicos, bem como o aumento do risco para a soberania alimentar regional e a saúde serão suportados pelo povo brasileiro, e principalmente pelas comunidades locais cercadas por plantações. Já existem numerosos e graves conflitos pelo acesso à terra, e as condições de vida das comunidades cercadas pelas operações da Suzano se deterioraram a ponto de muitas delas estarem lutando para garantir sua soberania alimentar e correrem cada vez mais riscos de perder seus territórios[2].

CULTIVOS TRANSGÊNICOS LEVAM A UM AUMENTO DA APLICAÇÃO DE AGROTÓXICOS

Além disso, não há razão plausível para esperar que o uso de “insumos químicos”, incluindo agrotóxicos, diminua como resultado do plantio de árvores GM. Pelo contrário, ele aumentará com a crescente ocupação do solo que está planejada e a intensificação dos ciclos de cultivo e o consequente esgotamento da terra e dos nutrientes. O Brasil, infelizmente, já é o principal consumidor mundial de agrotóxicos, causando prejuízos a centenas, senão milhares, de vítimas por ano, aumentando a pressão sobre os já insuficientes serviços de saúde pública. As monoculturas industriais de árvores, carentes de biodiversidade e promovidas em escala muito grande, vão aumentar em muito a aplicação de agrotóxicos.

Já foi provado que é falso o argumento usado pelo lobby da tecnologia GM, de que a introdução dessas culturas – como soja e milho – resulta em menor uso de pesticidas e fertilizantes. Em países como Brasil, Argentina e Estados Unidos – pioneiros na produção de soja e milho GM – a pesquisa mostrou não uma diminuição, mas sim um aumento alarmante no uso de agrotóxicos.[3]

ESGOTANDO O SOLO E AS RESERVAS DE ÁGUA

Modificar geneticamente as árvores para fazê-las crescer mais rápido, enquanto se planta em uma porção de terra em contínua expansão em plantações industriais de árvores cada vez maiores, só vai levar a um maior esgotamento dos nutrientes do solo e da água doce. Isto se aplica principalmente ao eucalipto, já famoso por seu voraz consumo de água, que mostrou causar secagem total de solos, nascentes e cursos d’água ao seu redor. As comunidades que vivem em torno de plantações de árvores não geneticamente modificadas, dentro e fora do Brasil, já fizeram muitos relatos de escassez de água e esgotamento do solo. A introdução de árvores GM de crescimento mais rápido só irá agravar ainda mais esta situação.

IMPACTOS NEGATIVOS INESPERADOS DE CULTIVOS TRANSGENICOS PODEM SER AINDA PIORES COM ÁRVORES TRANSGÊNICAS

Existem graves incertezas com relação aos potenciais impactos ambientais e socioeconômicos das árvores geneticamente modificadas. Já foram relatados impactos inesperados das culturas alimentares GM, incluindo a proliferação de ervas daninhas resistentes a herbicidas, o surgimento de pestes secundárias que dizimam os cultivos, mudanças na fertilidade, como taxas mais elevadas de cruzamento, além de maior alergenicidade. Considerando-se o ciclo de vida longo e muitas vezes complexo das árvores e sua interação com a biodiversidade, é praticamente impossível prever as consequências e os impactos das árvores geneticamente modificadas.

Embora não seja nativo do Brasil, o eucalipto é plantado com frequência, e a contaminação de eucaliptos não transgênicos pelo eucalipto GM é outro risco grave, embora a FuturaGene, paradoxalmente, aponte-o como algo positivo.[4] Alterará o caráter invasivo, atrairá novas pestes, enfraquecerá ou deterá os predadores? Essas perguntas nunca foram feitas e não há dados para respondê-las. O catálogo de riscos é alto.

Com base no histórico das plantações industriais de árvores e na introdução de culturas GM em geral, negamos a alegação da indústria de que a sociedade como um todo se beneficiaria da liberação comercial e do plantio de árvores GM. As evidências existentes apontam diretamente na direção oposta. O único benefício que vemos nesta nova tecnologia de alto risco com impacto futuro desconhecido (e um possível custo incalculável) é o de maiores lucros para os acionistas da Suzano.

DEMANDAMOS NÃO AUTORIZAR O PLANTIO COMERCIAL DE ÁRVORES TRANSGÊNICAS

Pelas razões acima mencionadas, cientistas, advogados e organizações do mundo todo estão pedindo uma moratória global sobre a liberação comercial de árvores geneticamente modificadas, devido aos seus impactos sociais e ecológicos desconhecidos, mas potencialmente graves, e seus riscos econômicos incalculáveis, que recairiam esmagadoramente sobre o público.

Portanto, as organizações e pessoas abaixo-assinadas desejam expressar sua profunda preocupação e exortar a CTNBio a não autorizar o plantio comercial do eucalipto GM pela Suzano/FuturaGene ou por qualquer outra empresa que também tenha feito, ou venha a fazer no futuro, uma solicitação para essa liberação.

Parauapebas: moradores ocupam estrada de acesso ao Projeto Salobo

Parauapebas: moradores ocupam estrada de acesso ao Projeto Salobo

sexta-feira, 29 de outubro de 2010

No ultimo dia 26 de outubro, moradores da Vila Sanção, da Área de Proteção Ambiental (APA), da Vila Paulo Fonteles e Garimpo das Pedras, ocuparam a estrada que dá acesso ao Projeto Salobo, da Vale. Já cansados com o descaso tanto da prefeitura quanto da empresa (Vale), as comunidades resolveram unir forças e partir para o enfrentamento.

Fizeram parte do protesto moradores das Vilas, trabalhadores rurais, estudantes, professores e associações. A ação pressupõe uma advertência a Mineradora que se recusa atender aos danos e prejuízos que vem causando as populações destas comunidades.
As principais reivindicações são a falta de infra-estrutura das Vilas e região: estradas e pontes; policiais para o posto que está construído e não funciona há mais de dois anos; presença do conselho tutelar para dar mais proteção aos jovens que estão se envolvendo com prostituição e bebida alcoólica. “Devido a falta segurança, todos que chegam nestas localidades se acham no direito de fazer o que bem querem”, enfatiza a diretora da escola da Vila Sanção.

Além destas problemáticas citadas, existe ainda uma preocupação que a população considera o principal motivo para que indignar-se contra a Vale: a falta constante de energia elétrica nas Vilas e região, causando sérios prejuízos: interrupção de aulas noturna; perda de alimentos na escola e nos comércios; falta de água na vila.
Segundo informações da diretora, há uma suspeita de um desligamento da rede de energia elétrica na vila e região, para atender exclusivamente as infraestruturas do projeto Salobo.

A manifestação iniciou às 5h da manhã de terça feira e foi até as 18h da tarde, quando receberam uma comissão da Vale e da Prefeitura. Os representantes da empresa sugeriram uma comissão formada por lideranças das comunidades presentes para discutir a pauta de negociações em uma reunião no dia seguinte.

Logo depois de propor a reunião, pediram que liberassem a estrada. Mas o que foi decidido pelos manifestantes é que iriam permanecer ocupando a estrada e por isso resolveram armar barracas e dormir no local, aguardando o resultado das negociações. Se o resultado atender o que reivindicam, a estrada será liberada tendo em vista uma garantia, por documento, do cumprimento das propostas.

Italiano – Piquiá de Baixo

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quarta-feira, 16 de março de 2016

Si chiama Piquiá de Baixo e si trova nel Nord Est brasiliano. Per anni i suoi abitanti hanno lottato contro gli impianti siderurgici che inquinavano l’aria e il suolo rendendo la loro vita un inferno. E ora hanno vinto: il Governo brasiliano ha stanziato i fondi per la costruzione di un nuovo quartiere lontano dall’inquinamento

terça-feira, 6 de janeiro de 2015

Gli ultimi tasselli dell’enorme gioco ad incastri di Piquiá de Baixo stanno andando al loro posto. Terra, soldi, documenti, progetto: fino a poche settimane fa mancava tutto. E la sabbia nella clessidra cadeva impietosa. I vertici della banca pubblica pronta a finanziare buona parte del piano,
infatti, avevano dato un consiglio che aveva il sapore di un ordine. Presentare tutta la documentazione per aprire il forziere di Brasilia prima delle elezioni politiche (domenica 26 ottobre si svolge il secondo turno), pena il rischio di mandare tutto gambe all’aria. E così la maratona iniziata 7 anni fa si è ritrovata d’improvviso agli ultimi 100 metri. La posta in gioco è di quelle che valgono una vita. Uscire dall’inferno delle siderurgiche che distruggono l’ambiente, degli altoforni senza filtri, della polvere di ferro che ti riempie polmoni e narici fino ad ammazzarti. Per inseguire il miraggio di una terra pulita, di un’aria respirabile, di una vita degna. Un sogno che si realizzerà quando le 312 famiglie di Piquiá de Baixo si trasferiranno in un quartiere nuovo di zecca, costruito solo per loro…

terça-feira, 22 de julho de 2014

Un’analisi della situazione brasiliana e tarantina, dei loro punti in comune e della lotta che portano avanti. Una testimonianza di Beatrice Ruscio, attivista di PeaceLink e presente in rappresentanza dell’associazione alla prima tavola rotonda internazionale dal titolo “Le vittime della minerazione nel mondo: resoconti degli impatti e esperienze di resistenza” con la collaborazione di Antonio Caso, attivista di PeaceLink.

segunda-feira, 30 de junho de 2014

A maggio 2014, grazie all’iniziativa dei padri comboniani si è tenuto un incontro internazionale nella foresta amazzonica per capire assieme come salvare le città dall’inquinamento delle industrie siderurgiche. Il contributo dell’associazione Peacelink nell’intervista a Beatrice Ruscio…

terça-feira, 3 de junho de 2014

Un filo ruggine lega il quartiere Tamburi di Taranto a Piquià de Baixo, quartiere di Açailandia, città del Brasile ai confini della foresta amazzonica.
Beatrice Ruscio, ambientalista, lo ha scoperto sollevando lo sguardo al cielo a metà maggio, dopo aver lasciato che 14 ciminiere di cinque industrie siderurgiche le imprimessero negli occhi l’immagine drammatica…

sexta-feira, 30 de maio de 2014

Dall’Ilva di Taranto a Santa Cruz, quartiere di Rio de Janeiro, all’acciaieria di Piquiá de Baixo. «Polmoni d’acciaio, Resistenze globali ad ingiustizie locali» è un documentario che racconta la lotta per il diritto alla salute, ed è nato da un’idea dei missionari comboniani…

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Che cosa c’entra Taranto con Santa Cruz, alla periferia di Rio de Janeiro? E che cos’ha in comunque quest’ultima con Açailândia, nello stato amazzonico del Maranhão, sempre in Brasile, ma lontano oltre 500 chilometri dalla Cidade Maravilhosa?…

sexta-feira, 16 de maio de 2014

La conferenza stampa di presentazione è organizzata da PeaceLink.
Il film “Polmoni d’acciaio” racconta la lotta di tre popolazioni vittime in Brasile e in Italia di una siderurgia che in nome del profitto a tutti i costi ha provocato incalcolabili danni ambientali e umani…

sexta-feira, 16 de maio de 2014

Dall’Ilva di Taranto a Santa Cruz, quartiere di Rio de Janeiro, e Piquiá de Baixo: la lotta dei cittadini per il diritto alla salute e a una vita degna. Racconti di “resistenze locali ad ingiustizie globali”. Il documentario in anteprima per i lettori dell’Espresso…

quinta-feira, 15 de maio de 2014

Inquinamento dell’aria, dell’acqua e del suolo, malattie respiratorie, problemi agli occhi e alla pelle: è il ’Il prezzo del ferro’, quello che sono costretti a pagare giorno dopo giorno gli oltre mille abitanti di Piquiá de Baixo, quartiere industriale di Açailândia…