Página inicial > Notícias > Funcionário denuncia descaso da empresa Vale S.A
quarta-feira 6 de janeiro de 2016
O eletricista Marcos Santos, funcionário da Vale S.A, prestava serviço para a empresa em Carajás/PA quando sofreu um grave acidente no dia 18 de setembro de 2012, provocando um Trauma Crânio Encefálico e um Trauma Raquimedular (TRM), o que impossibilitou o eletricista de manter sua atividade no trabalho.
A empresa emitiu um laudo no qual afirma que Santos tem plena capacidade para exercer a sua função ou outra designada pela Vale S.A, mas laudos do Sistema Único de Saúde (SUS) e do Instituto Nacional de Seguro Social (INSS) confirmam que Santos não está apto devido aos traumas sofridos no acidente.
O eletricista entrou com um processo contra a Vale S.A pedindo tratamento, o processo já corre na justiça há mais de dois anos sem chegar ao seu desfecho.
Assista a matéria feita pela equipe do SBT e entenda melhor o caso de Marcos Santos
No último dia do ano, 31 de dezembro, o Ministério das Cidades publicou no Diário Oficial a Portaria no. 684, com o resultado do processo de seleção de novos projetos para o Programa Minha Casa, Minha Vida, a serem contratados no início de 2016.
Ao todo, foram selecionados projetos para mais de 7.000 habitações. No Maranhão, o único projeto selecionado foi o Reassentamento da Comunidade de Piquiá de Baixo (Açailândia).
Aprovado pela Caixa Econômica Federal (CEF) desde 17 de dezembro de 2014, o projeto esperou mais de um ano para essa seleção acontecer.
O aporte financeiro do Fundo de Desenvolvimento Social vai garantir a construção de 312 casas e a infraestrutura básica, assim como previsto pelo projeto que a Associação Comunitária dos Moradores de Pequiá (ACMP) preparou, com assessoria técnica da Usina – Centro de Trabalhos para o Ambiente Habitado.
A notícia chega logo após outra grande conquista da comunidade: o título de propriedade definitiva do terreno onde será realizado o reassentamento. Após um longo processo judicial de desapropriação por interesse social, no dia 29 de dezembro, a Associação de Moradores recebeu do cartório de Açailândia a escritura com o título de propriedade do “Sítio São João”, terreno de 38 hectares onde irá construir um bairro finalmente livre da poluição.
“Ainda lembro as primeiras manifestações que a gente fez à porta do Fórum de Açailândia, em 2008, batendo nas panelas para conseguir justiça” – lembra dona Luzinete, moradora. “Hoje conseguimos mais um passo decisivo rumo à vitória. Sinto uma grande responsabilidade por isso. Teremos que administrar bem o dinheiro e manter a unidade da comunidade”, conclui.
Os passos rumo ao reassentamento são ainda muitos: primeiro deve se dar a assinatura do contrato entre a CEF e a ACMP; em seguida, deve ser elaborada e aprovada pela CEF uma versão mais detalhada do projeto urbanístico-habitacional, o “projeto executivo”. Em seguida, virá a etapa de construção das casas, na modalidade de autogestão, tendo a Associação e sua assessoria o papel de coordenar as diversas etapas da obra. Todo esse processo deve demorar pouco menos de três anos.
“Mas agora temos a terra e o dinheiro para construir as casas! Não tem mais como voltar atrás” – comenta Ivan Gonçalves, tesoureiro da Associação de Moradores. “No sábado, 9 de Janeiro, a comunidade está organizando uma grande festa de celebração dessa vitória. Logo depois, voltaremos a arregaçar as mangas: Piquiá, reassentamento já!”.
Mais informações: Antônio Lima Filho, assessor jurídico (99) 99126.7521
Disponível: uma reflexão de pe. Dário, Missionário Comboniano, sobre esses acontecimentos.
Página inicial > Notícias > Ato contra a Vale, em Londres, relembra rompimento de (…)
sexta-feira 4 de dezembro de 2015
Manifestantes protestaram na tarde desta sexta-feira (4) em frente ao hotel em que a Vale S.A. organizava o “Vale Day” em Londres, para apresentar balanço e planos para imprensa. “Viemos pela indignação ao saber que depois do maior desastre ambiental da história do Brasil a Vale organizou um evento para se autopromover”, disse a produtora e jornalista Ali Rocha, que integrava o grupo de cerca de 20 manifestantes.
“O desastre foi resultado da crise capitalista: preço do minério caindo, necessidade de matéria-prima para sustentar a China e pressão por produtividade para manter os lucros e os dividendos”, afirmou a estudante brasileira Janaína de Faria, 30 anos, que participou do protesto contra a Vale nesta sexta em Londres. O ato teve como foco o desastre ambiental em barragem da empresa em Mariana (MG).
O ator e performer brasileiro Tiago Gambogi levou lama, peixes mortos e diferentes roupas para conduzir o protesto contra a Vale em frente ao luxuoso hotel Mayfair, em Londres.
Comentários