Lideranças Quilombolas de Santa Rosa dos Pretos em Itapecuru Mirim – MA estão sendo criminalisadas

Lideranças Quilombolas de Santa Rosa dos Pretos em Itapecuru Mirim – MA estão sendo criminalisadas

Na última terça-feira (11/05), Anacleta Pires da Silva, Elias Pires Belfort e Joércio Pires da Silva foram surpreendidos com mais uma intimação para comparecer novamente à delegacia do município. Há três semanas eles receberam a primeira intimação. No boletim de ocorrência foram acusados de ameaçar o capataz e comprador das fazendas “Raio de Sol” e “Meu Xodó”, ambas localizadas dentro do Território Santa Rosa dos Pretos, e que estão em fase de desapropriação, e ainda assim estão sendo comercializadas e invadidas. A venda das fazendas já desapropriadas tem sido ocasionada pela morosidade e omissão do Incra em levar adiante os processos de titulação de terras quilombolas.


Nas três intimações enviadas às lideranças não foram apresentados os motivos que as justificavam. Só no dia 29 de abril, quando Elias e Joércio compareceram à delegacia e prestaram depoimento, é que ficaram sabendo do que se tratava a denúncia: estavam sendo acusados de destruir uma ponte que dava acesso à fazenda e de ameaçarem o suposto dono da propriedade e seu capataz. Anacleta estava em compromisso profissional, em reunião da Secretaria de Educação do Estado, e não conseguiu ir à delegacia.

Mesmo com os devidos depoimentos prestados, as lideranças foram novamente convocadas a prestar esclarecimentos de interesse da Justiça. O documento de intimação afirma que o não comparecimento é considerado crime de desobediência. No Termo Circunstanciado de Ocorrência (TCO) n° 0801264-84.2021.8.10.0048 registrado contra as lideranças, não consta sequer a indicação de testemunhas que comprovem qualquer participação das lideranças nos atos dos quais estão sendo acusadas.

Sendo coagidas pela burocracia e violência simbólica policial, as lideranças do quilombo Santa Rosa dos Pretos estão sendo criminalizadas por construir uma história de empoderamento e dignidade na luta pela demarcação de terras ancestrais. Para os quilombolas, proteger o território não é só uma luta por terras, é uma ação para manter o bem viver, a autonomia e honrar a história de mais de três séculos de luta contra a escravidão e a colonização de seus corpos-territórios.

As criminalizações destas lideranças demonstram evidente intimidação contra o povo preto em seus processos de luta e resistência. Segundo o advogado popular, Diogo Cabral, o povo do Quilombo Santa Rosa dos Pretos, representado por essas lideranças, está “sofrendo criminalização de suas lutas”. E que “as ameaças contra as famílias aumentou enormemente, em razão da ação de invasores e da omissão do INCRA”.

justicanostrilhos? As criminalizações destas lideranças demonstram evidente intimidação contra o povo preto em seus processos de luta e resistência. Segundo o advogado popular, Diogo Cabral, o povo do Quilombo Santa Rosa dos Pretos, representado por essas lideranças, está “sofrendo criminalização de suas lutas”. E que “as ameaças contra as famílias aumentou enormemente, em razão da ação de invasores e da omissão do INCRA”.

Casa das Mulheres Sementes da Terra

Casa das Mulheres Sementes da Terra

“Seja bem-vindes olêlê, seja bem vinde olálá! Paz e bem pra você que veio participar!” ~ Que bom que essa mensagem chegou até você! Com muita alegria e esperança no coração compartilhamos que as mulheres do Assentamento Francisco Romão, localizado na zona rural de Açailândia (MA), região panamazônica do Brasil, decidiram realizar o sonho de ter um espaço físico capaz de acolhe-las para o que for preciso – um Centro de Referência e Defesa das Mulheres.

A Casa das Mulheres Sementes da Terra

Para realizar esse sonho as mulheres do Assentamento Francisco Romão precisa de sua ajuda.

Período da campanha: 18/04/21 a 31/05/21

♡ Contribua com a quantia que puder na conta – Combonianos Nordeste
CNPJ: 236085650001-51
Agência: 2972 – 6
C/C: 5140 – 3
Banco do Brasil

A VALE ESCONDE, A GENTE REVELA

A VALE ESCONDE, A GENTE REVELA

Dia 30/04, a Vale fará sua Assembleia de Acionistas. Durante o evento, apresentará contas e resultados da empresa, falará de seus lucros e da distribuição deles. Sabemos que a empresa não revelará as violações de direitos humanos e ambientais e crimes que comete. Por isso, entre os dias 20/04 e 06/5, a Articulação Internacional dos Atingidos e Atingidas pela Vale (AIAAV) divulgará informações que a Vale esconde, seja pela omissão ou pela divulgação de narrativas falsas sobre sustentabilidade e boas práticas.

30/04: lançaremos o Relatório de Insustentabilidade, contestando as mentiras contadas pela Vale em seu relatório anual de “sustentabilidade”

05/05: live sobre o Relatório de Insustentabilidade https://bit.ly/3efBneN

Acompanhe nossas postagens, divulgue. Nenhuma mentira resiste em pé sob a lama e poeira tóxicas que a Vale despeja todo dia sobre pessoas, florestas e rios.

Saiba mais: https://bit.ly/3n2yW3e