Moradores de Piquiá de Baixo firmam mais um passo rumo ao reassentamento

Às 10h, na sede das Promotorias de Açailândia, à presença de Ministério Público e Defensoria Pública Estadual, os moradores de Piquiá de Baixo reuniram-se com representantes da Fundação VALE e da própria empresa, com os arquitetos paulistas da assessoria técnica Usina CTAH (Centro de Trabalhos para o Ambiente Habitado), com o Procurador do Município de Açailândia, a coordenação da Caixa Econômica Federal de Açailândia e a rede Justiça nos Trilhos.
Trata-se da segunda reunião com representantes da comunidade de Piquiá para tratar da complementação financeira para a construção do novo bairro. A reunião foi coordenada pela promotora Glauce Malheiros.
Os arquitetos da USINA, Kaya Lazarini e Wagner Germano, apresentaram o projeto urbanístico-habitacional e destacaram que o mesmo garante uma moradia de qualidade para as famílias de Piquiá de Baixo. “Pelo programa Minha Casa Minha Vida, geralmente, as casas têm um tamanho de 38 m2 de área útil; nosso projeto prevê habitações com 58 m2, sem exceder exageradamente nos custos e garantindo qualidade de vida a uma população que sofreu por décadas a poluição”, explicou Kaya Lazarini.
Os representantes da Fundação VALE confirmaram que o projeto é de extrema qualidade e está em plena sintonia com as indicações de seu novo programa “Selo de Qualidade Urbana”. Isso significa que o reassentamento de Piquiá de Baixo poderá beneficiar-se do financiamento da Fundação VALE previsto como complementação de custos em projetos urbanos paradigmáticos.
Os moradores de Piquiá de Baixo esperam conseguir o nível máximo de financiamento previsto pelo Selo de Qualidade Urbana, tendo-se comprovado que o projeto da USINA corresponde inteiramente aos quesitos apresentados pela Fundação em reuniões anteriores.
A Fundação pediu prazo até o dia 10 de setembro para informar o Ministério Público sobre a contribuição exata que está disposta a fornecer ao reassentamento.
Uma nova reunião ficou agendada para o dia 22 desse mês, com o objetivo de encaminhar os últimos acordos sobre o repasse financeiro, rumo à assinatura do contrato entre a Associação Comunitária dos Moradores do Pequiá e a Caixa Econômica Federal para a construção do novo bairro.
“Esse projeto pode tornar-se um modelo para muitas outras situações no País onde há problemas de moradia, infraestrutura precária e necessidade de soluções técnicas inovadoras, de qualidade e de custos relativamente baixos”, concluiu Wagner Germano, que desde o começo acompanha o processo participativo de planejamento com os moradores de Piquiá de Baixo.
Numa carta enviada esta semana aos mais de 20 prefeitos que fazem parte do Consórcio dos Municípios da Estrada de Ferro Carajás no Maranhão (COMEFC), Leôncio Lima, diretor-executivo da instituição, pediu demissão do cargo.
A Associação Comunitária dos Moradores do Pequiá esclarece que o projeto de reassentamento das vítimas da poluição do Piquiá de Baixo está em fase final de aprovação. Tudo indica que as obras irão começar ainda este ano.
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