Carta do Encontro Igrejas e Mineração aos presidentes da América Latina

Carta do Encontro Igrejas e Mineração aos presidentes da América Latina

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Brasilia, DF, 5 de diciembre de 2014

Dilma Roussef
Presidenta de Brasil

Cristina Fernandez
Presidenta de Argentina

Juan Manuel Santos
Presidente de Colombia

Michele Bachelet
Presidenta de Chile

Rafael Correa
Presidente de Ecuador

Evo Morales
Presidente de Bolivia

Juan Orlando Hernández Alvarado
Presidente de Honduras

Juan Carlos Varela
Presidente de Panamá

Ollanta Moisés Humala Tasso
Presidente de Perú

Otto Pérez Molina
Presidente de Guatemala

Daniel Ortega
Presidente de Nicaragua

Luis Guillermo Solis
Presidente de Costa Rica

Salvador Sánchez Cerón
Presidente de El Salvador

Enrique Peña Nieto
Presidente de México

Barack Obama
Presidente de Estados Unidos

José Mujica -Tavaré Vasquez
Presidentes saliente y electo de Uruguay

Ref: Preocupación y llamado de iglesias y organizaciones reunidas en Brasilia por explotación minera

Respetadas señoras y señores presidentes.

1625649_795699173821375_8698080998739239672_n-af09d-6494928 En el Centro Cultural Brasília entre 2-5 de diciembre de 2014, al rededor de cien personas de trece países, de provenientes de congregaciones religiosas, de iglesias evangélicas, de organizaciones de derechos humanos, de delegados de pastorales sociales de los países, con el apoyo y presencia de la Conferencia Episcopal del Brasil, compartimos experiencias y luchas relacionadas con la explotación minera en America Latina.

Conmemoramos a nuestros mártires y martiresas y solidariamente nos comprometimos en apoyar las resistencias a los proyectos que generan muerte. Cantamos a la vida conectando los hilos de esperanza de millones de afectados/as por los proyectos mineros en el continente.

Nosotros/as participantes del Encuentro Internacional de Iglesias y Minería expresamos nuestra preocupación por las graves afectaciones que a la vida de las comunidades y a sus territorios han causado la extracción de minerales, sin medir consecuencias, sin adelantar procesos de consulta respetando los procedimientos, sin fijarse en los daño ambientales, las afectaciones al agua y a las organizaciones comunitarias. A si mismo hemos podido constatar que en los lugares del continente donde empresas extraen minerales, las condiciones laborales, de las comunidades que son absorbidas como mano de obra, son indignas.

También denunciamos la creciente criminalización de los lideres, lideresas y comunidades que resisten a la minería destructora de sus territorios, exigiendo el cumplimiento de los derechos humanos y a la legislación nacional e internacional.

En el encuentro conocimos, a través de varios relatos, que el modelo actual de la gran minería, es una amenaza a la sobrevivencia de la vida en el planeta. Frente a esa realidad reafirmamos nuestro compromiso profético de solidaridad con los pueblos afectado o amenazados, en la certeza de que los proyectos de vida triunfarán sobre los planes de la muerte.

Por eso hemos cantado y seguiremos cantando con la fuerza inspiradora del Dios de la Vida, que “andaremos por el mundo con fe y esperanza viva, celebrando, cantando sonriendo, luchando por la vida.”
Cordialmente,

Agenda Latinoamericana Mundial Amerindia Colombia y Continental Associação Ecumênica de Teólogos/as do Terceiro Mundo – ASETT – Associação Madre Cabrini, Irmãs Missionárias do Sagrado Coração de Jesus – Brasil Caritas de El Salvador, El Salvador Caritas, Jaén, Perú Centro de Ecología y Pueblos Andinos -CEPA- Oruro Bolivia Centro de Justicia y Equidad -CEJUE- Puno, Perú Centro Franciscano de Defesa dos Direitos, Brasil Claretianos San José del Sur, Uruguay, Paraguay y Chile Consejo Latinoamericano de Iglesias – CLAI- Consejo Mundial de Iglesias, Justicia Climática -CMI- Conselho Indigenista Missionário -Brasil- Coordinación Continental de Comunidades Eclesiales de Base CPT Diocese de Óbidos, Pará, Brasil. Coalición Ecuménica por el Cuidado de la Creación, Chile. Comitê em Defesa dos Territórios frente à Mineração, Brasil. Comunidades Construyendo Paz en los Territorios – Fe y Política -Conpaz- Colombia. Conferencia Nacional dos Bispos do Brasil -CNBB- Comissão Verbita, JUPIC- Amazonía. Comissão Pastoral da Terra -CPT- Brasil. Comunidades Eclesiales de Base, Colectivo Sumaj Kausay, Cajamarca, Argentina. Coordinación Continental de Comunidades Eclesiales de Base. Coordinadora Nacional de Derechos Humanos, Perú. Derechos Humanos Sin Fronteras, Perú. Derechos Humanos y Medio Ambiente de Puno -DEHUMA-, Perú Diálogo Intereclesial por la Paz en Colombia, DIPAZ, Colombia. Diocese de Itabira- Fabriciano Minas Gerais, Brasil Dirección Diocesana Cáritas de Choluteca, Honduras Servicio Internacional Cristiano de Solidaridad Oscar Arnulfo Romero- Sicsal-. Comisión Intereclesial Justicia y Paz -Colombia- Comunidades de Vida Cristiana -CVX- Departamento de Justicia y Solidaridad de la Conferencia Episcopal Latinoamericana – DEJUSOL, CELAM. Equipo Investigación Ecoteología, Universidad Javeriana, Bogotá. Equipo Nacional de Pastoral Aborigen, ENDEPA, Argentina. Equipe de Articulação e Assessoria as Comunidades Negras do Vale do Ribeira, EAACONE, Brasil. Franciscans International. Hermanas de la Misericordia de las Américas, Argentina. Iglesia Evangélica Presbiteriana de Chinguito, Chile. Instituto Brasileiro de Análises Sociais e econômicas –IBASE- Irmãos da Misericórdia das Américas Juventude Franciscana do Brasil – JUFRA- Mercy International Misioneros Claretianos Centro América y San José del Sur, Argentina Misioneros Combonianos, Brasil e Ecuador Movimento dos Atingidos por Barragens no Vale do Ribeira -MOAB- Brasil. Observatorio de Conflictos Mineros en América Latina -OCMAL- Oficina de JPIC Sociedad Misionera San Columbano, Chile Orden Franciscana Seglar, Uruguay Organización de Familias de Pasta de Conchos, México Pastoral de Cuidado de la Infancia, Bolivia Pastoral Indígena, Ecuador Pastoral Indigenista de Roraima -Brasil- Pastoral Social Diócesis de Duitama Sogamoso, Boyacá, Colombia Pastoral Social Cáritas Oruro, Bolivia Red de Educación Popular de América Latina y el Caribe de las Religiosas del Sagrado Corazón Radio el Progreso Yoro-ERIC- Honduras Red Muqui, Perú Red Regional Agua Desarrollo y Democracia, Piura, Perú Rede de Solidariedade Missionárias Servas do Espírito Santo, Brasil Secretariado Diocesano de Pastoral Social, Garzón Huila, Colombia. Servicio Interfranciscano de Justicia, Paz y Ecología -SINFRAJUPE-, Brasil. Servicio Internacional Cristiano de Solidaridad con América Latina, Oscar Romero, -SICSAL- Servicios Koinonia Vicaría de la Solidaridad, Oficina de Derechos Humanos, Jaén, Perú. Vicariato Apostólico San Francisco Javier, Jaén, Perú.

Vivat International.

Carta do Encontro Igrejas e Mineração aos presidentes da América Latina

Um Pequeno Exército contra o Dragão de Ferro

1535084_874368392603567_9184894449236673325_n-f2e2d-4310632Num dia desses de dezembro, um pequeno número de jovens iniciou pela madrugada uma grande batalha. Munidos de algumas bandeiras, poucas lonas, alguma alimentação, acamparam nas terras sagradas da Reforma Agrária, em Palmares, dentro da parcela de Dona Gení, combatente das causas do povo desde antes que alguns desses jovens tivessem sonhado em nascer.

Levantaram os paus, bandeiras e barracos de um acampamento as margens da Ferrovia Ferro Carajás, que corta de modo cruel vasta extensão do território que liga Parauapebas no Pará ao litoral do Maranhão.

Os jovens poderiam acampar em qualquer lugar, mas o Pequeno Exército de sonhadores/as resolveu fincar suas bandeiras, as proximidades dos trilhos que ceifaram de modo violento a vida de Juarez em 2006, e Joaquim Madeira, em outubro de 2011. Era um recado de que, esses jovens, não esquecem por gerações que se ponham a vir, aqueles de seu povo que foram brutalmente mortos pela ganancia do capital.

Logo o Dragão de Ferro reagiu. As rádios e jornais, a mando do dragão, difamaram as causas que se expressavam pelo acampamento. O dragão mobilizou seus serviçais e traidores e prometeu pão e mel para aqueles que se ajoelhassem frente sua estátua de ferro, bronze, manganês, ouro e vastos minerais paridos do ventre de nossa pátria.

Por que luta o Pequeno Exército? Luta para que seus irmãos – mesmo os que ainda, sem consciência não percebam a opressão que os amarram – tenham vida com dignidade. Para que tenham, meio a tanta riqueza , o direito sagrado de escapar da pobreza.

Por quem luta o Pequeno Exército? Por todos aqueles que sem emprego, sem renda, sem habitação, sem saúde, sem direitos incham os bairros periféricos da capital do minério.

Luta contra quem o Pequeno Exército? Contra o Dragão de Ferro, que aqui tem nome de Vale, e que se atormenta contra um pequeno exército que acampado, e que deu a si, o nome de Acampamento de Resistência dos Atingidos pela Mineração JOAQUIM MADEIRA.

Quanto tempo vai durar essa luta desigual? Não sabemos. Começou dia 8 de Dezembro e não tem tempo de acabar, até que o Dragão sinta todas as dores já sentidas por nosso povo. Até que o pequeno exército, seja o exercito de todo o povo, na luta contra o Dragão do Capital.

O acampamento espera por novos e velhos combatentes de todas as regiões, de todas as religiões, de todas as facções. São todos bem vindos! O combate já começou e esperamos que você não fique do lado do Dragão.

Nessa luta “todas as armas são validas…paus, pedras e poemas.”

Nenhum passo atrás!

Acampamento
JOAQUIM MADEIRA

Palmares, 10 de Dezembro de 2014