Conheça a história de lutas e conquistas de quilombolas em defesa dos seus territórios

Conheça a história de lutas e conquistas de quilombolas em defesa dos seus territórios

Quilombolas sexta-feira, 8 de julho de 2016

Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo resistem aos impactos provocados pela mineração às margens da Estrada de Ferro Carajás


A história dessas duas comunidades quilombolas, Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo, localizadas no município de Itapecuru- Mirim (MA), se cruzaram ao se verem vítimas dos impactos da Estrada de Ferro Carajás, construída na década de 1980, por meio de uma concessão da mineradora Vale. De lá para cá, os conflitos se acentuaram ainda mais culminando com o pedido de impugnação, feito pela empresa, tentando barrar o processo de titulação do território quilombola, por onde passa a Ferrovia, interferindo em seus modos de vida e causando graves impactos, como o assoreamento de Igarapés, poluição sonora, do ar, da água e o atropelamento de pessoas e animais.
Assim como muitas comunidades quilombolas do Brasil, Santa Rosa dos Pretos e Monge Belo, são comunidades rurais, que têm sua formação relacionadas ao processo de escravidão e posterior abandono das fazendas produtoras de Algodão às margens do Rio Itapecuru. Após a decadência dessa economia e extinção do tráfico negreiro, várias fazendas se tornaram refúgio, e nelas os antigos escravos permaneceram vivendo e produzindo.

Veja a cronologia de luta e conquistas dessas comunidades:

Faça o Download da cronologia
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IyM conclama a construir alternativas ao extrativismo mineiro

IyM conclama a construir alternativas ao extrativismo mineiro

Igrejas e Mineração sexta-feira, 9 de setembro de 2016

A mega mineração não resolve os problemas econômicos de nossos países, ao contrário tem efeitos nocivos para as pessoas, as comunidades e a natureza. Esta é uma das conclusões a que chegaram os participantes do III Encontro da Rede Igrejas e Mineração, realizado de 2 a 4 de setembro na capital colombiana e que reuniu 50 líderes religiosos de diversos países do mundo.

“Nos preocupa a crescente criminalização e os assassinatos dos que exercem a defesa dos territórios, como no caso de nossa irmã Berta Cáceres, para a qual exigimos Justiça e através dela pedimos por um mundo mais justo para as mulheres, protagonistas na defesa da vida e primeiras vítimas do extrativismo”, afirma a Rede em seu pronunciamento público ao final do evento.

Por outro lado, declaram os membros da Rede: “Estamos conscientes de que defender a Criação, em um sistema depredador cujo fim último é o lucro e o dinheiro, é uma ação que implica risco e perigo de morte, mas nos animam o evangelho de Jesus, a encíclica “Laudato Si” e o espírito de luta de muitas comunidades afetadas pela mineração e outras atividades extrativas”.

Em seu comunicado, exortam as autoridades eleitas pela vontade popular a apoiarem as iniciativas em defensa da vida. E fazem um chamado às Igrejas “a assumirem um compromisso ativo na defesa da Casa Comum por ser um elemento constitutivo do ser cristão. Alertamos as organizações da sociedade civil e a nossa hierarquia eclesial sobre os mecanismos de cooptação que levam a cabo as empresas e alguns governos. Nos dá esperança a atitude de muitos bispos, sacerdotes, pastores e leigos que escutam os clamores das vítimas em seus territórios e celebramos seus compromissos com a vida”.

Frente ao processo de Paz que vive a Colômbia, os membros da Rede Igrejas e Mineração saúdam os esforços para alcançar a paz e para por fim definitivamente ao longo período de guerra interna que sofreram. “A paz é o caminho para continuar construindo uma Colômbia mais justa, equitativa e em harmonia com a mãe natureza”.

Terminam sua declaração indicando que a partir de seu espirito ecumênico reafirmam seu compromisso de “continuar apoiando as pequenas comunidades que são desalojadas e atropeladas em seus direitos mais elementares. A experiência –afirmam-, nos demonstra que em nenhuma parte do mundo a mineração é uma alternativa de desenvolvimento, nem integral, nem sustentável para nossos povos”.

Leia o comunicado completo do III encontro da Rede Igrejas e Mineração:

Moradores de Piquiá discutem sobre reassentamento com Vale e poder público

Moradores de Piquiá discutem sobre reassentamento com Vale e poder público

quinta-feira, 14 de agosto de 2014

Nessa quinta-feira (14), às 10h, na sede das Promotorias de Açailândia, aconteceu uma reunião para tratar do reassentamento da comunidade de Piquiá de Baixo. A reunião foi convocada pela Segunda Promotoria de Justiça de Açailândia, representada pela Drª. Glauce Malheiros e pela Associação Comunitária dos Moradores de Piquiá.


Nessa quinta-feira (14), às 10h, na sede das Promotorias de Açailândia, aconteceu uma reunião para tratar do reassentamento da comunidade de Piquiá de Baixo. A reunião foi convocada pela Segunda Promotoria de Justiça de Açailândia, representada pela Drª. Glauce Malheiros e pela Associação Comunitária dos Moradores de Piquiá. O objetivo foi estabelecer uma parceria entre a Associação dos Moradores de Piquiá, instâncias governamentais e a empresa Vale S.A, firmando responsabilidades a cumprir na conclusão do reassentamento dos moradores de Piquiá de Baixo.

Estavam presentes os representantes da Defensora Pública do Estado do Maranhão, da Regional de Açailândia, o Procurador Geral do Município de Açailândia, a Fundação Vale, a Vale S/A, a Secretaria de Direitos Humanos do Estado do Maranhão e a Associação Comunitária dos Moradores de Piquiá.
De acordo com a Associação de Moradores do bairro, a empresa Vale ainda não tinha firmado nenhum acordo com a comunidade para garantir indenização pelos impactos causados. A empresa tem a concessão da Estrada de Ferro Carajás, que passa pelo bairro.

Durante a reunião, Rosane Biasotto, da Fundação Vale disse que a empresa tem um programa em conjunto com a Caixa Econômica Federal, chamado Selo de Qualidade Urbana e que existe a possibilidade desse programa financiar o valor que ainda falta para o reassentamento de Piquiá de Baixo. A primeira parte dos recursos financeiros necessários para o reassentamento foi garantido pelo Sindicato das Indústrias de Ferro Gusa do Maranhão (SIFEMA).

“Para a participação da Fundação Vale, com colaboração financeira ao reassentamento, o primeiro passo seria a Fundação se reunir com a Associação de Moradores e sua assessoria técnica que elaboraram o projeto habitacional para o reassentamento da comunidade de Piquiá, para a apresentação do projeto e esclarecimentos das necessidades de adequação aos critérios do Selo de Qualidade Urbana”, esclareceu Rosane Biasotto.

O Procurador Geral do Município de Açailândia disse que adotará as medidas necessárias para acelerar o processo de reassentamento. No momento, um dos principais problemas que atrasa o processo é quanto à regularização do terreno para onde serão reassentados os moradores.

Como encaminhamento dessa reunião, foram agendados dois encontros com as mesmas pessoas, além da Caixa Econômica Federal de São Luís/MA, e da Secretaria de Estado das Cidades, todas com a finalidade de dar seguimento ao projeto de reassentamento de Piquiá de Baixo.

Rede Justiça nos Trilhos