Associação participou de minicurso e painel durante a 19ª edição do Simpósio de Comunicação da Região Tocantina, que debateu identidades, narrativas e resistências amazônicas

Com o tema “Amazônia em comunicação: identidades, narrativas e resistências”, a 19ª edição do Simpósio de Comunicação da Região Tocantina (SIMCOM) foi realizada entre os dias 10 e 12 de dezembro, na Universidade Federal do Maranhão (UFMA), campus Imperatriz. A Justiça nos Trilhos (JnT) integrou a programação do evento em duas atividades, realizadas nos dias 10 e 11, reunindo estudantes, pesquisadores e comunicadores interessados em refletir sobre o papel da comunicação nos territórios amazônicos.
A participação teve um significado especial para a organização. A UFMA Imperatriz faz parte da trajetória formativa de duas integrantes da JnT: Larissa Santos, coordenadora política, e Lanna Luz, assessora de comunicação e educomunicadora que atua nos processos criativos desenvolvidos junto às comunidades acompanhadas ao longo da Estrada de Ferro Carajás (EFC).


A primeira atividade aconteceu no dia 10 de dezembro, com a realização do minicurso “Comunicação na Amazônia: Ferramentas Digitais e Transformação Social”. Estruturado em dois momentos, o minicurso compartilhou aprendizados construídos a partir da atuação direta da Justiça nos Trilhos nos territórios amazônicos, apresentando a comunicação como direito, prática de cuidado e instrumento de transformação social.
No primeiro momento, Larissa Santos abordou o contexto amazônico a partir do lugar de onde se comunica, destacando conflitos socioambientais, violações de direitos e, ao mesmo tempo, as estratégias de resistência protagonizadas por povos e comunidades da região. A reflexão reforçou a defesa de uma comunicação comprometida com a cidadania, a participação social e o protagonismo territorial.
Na sequência, Lanna Luz apresentou práticas e ferramentas do jornalismo participativo, discutindo o uso crítico e criativo das tecnologias digitais em processos construídos de forma colaborativa. A troca com o público evidenciou como o digital pode fortalecer iniciativas comunicacionais quando nasce da escuta, do diálogo e da vinculação com as lutas comunitárias.

Já no dia 11 de dezembro, a JnT, representada por Larissa Santos, integrou o painel “Comunicação e Território: Vozes Amazônicas em Movimento”, ao lado de Jéssica Santos, da Rede e Notícias da Amazônia, e Raimundo Quilombola, da Rádio e TV Quilombo. A mediação foi realizada pelo professor Domingos de Almeida, da UFMA. O debate destacou o papel estratégico das mídias comunitárias e populares na construção de narrativas próprias e na democratização da comunicação na Amazônia.


Ao longo das atividades, a organização reforçou que comunicar na Amazônia é também um ato político de proteção dos territórios e das pessoas que neles vivem. Fortalecer redes, construir caminhos coletivos e ampliar espaços de participação seguem como dimensões centrais de uma comunicação comprometida com a justiça socioambiental.