Piquiá de Baixo é uma comunidade localizada no Município de Açailândia, estado do Maranhão, no Nordeste brasileiro.Cerca de 1.100 pessoas que moram em Piquiá sofrem cotidianamente com a poluição do ar, da água, do solo e a poluição sonora de empresas siderúrgicas que se instalaram ao redor das casas, no final dos anos 80. A isso se somam as operações de transporte, descarregamento e carregamento de minério de ferro e lingotes de ferro-gusa pela empresa Vale S.A(uma das maiores mineradoras do mundo).
Com a chegada das empresas os moradores denunciam uma série de violações de direitos sofridas em Piquiá de Baixo: doenças respiratórias, oftalmológicas e dermatológicas, queimaduras graves e fatais, dificuldades de acesso aos serviços de saúde, ausência de infraestrutura básica, falta de acesso à informação e risco à liberdade de expressão, dentre outros.
Todos esses problemas são mencionados no relatório “PIQUIÁ FOI À LUTA: Um balanço do cumprimento das recomendações para abordar as violações aos direitos humanos relacionadas à indústria da mineração e da siderurgia em Açailândia, Brasil”, realizado por FIDH e JnT.
Los verdaderos dueños y dueñas del territorio Quilombola de Santa Rosa dos Pretos han estado aquí desde mucho antes del siglo 18, cuando llegaron los primeros blancos de Irlanda para saquear las tierras pertenecientes a los pueblos originarios.
El tiempo ha pasado, la esclavitud formal ha terminado – pero no la esclavitud real y ni el racismo – y sobrevivimos y nos perpetuamos gracias a nuestra relación profunda de protección y respeto por la tierra, las aguas por los los espíritus encantados, que son sus verdaderos dueños.
Espíritus del bosque, aguas, animales, tiempo y espacio: los vodunes y encantados son los verdaderos dueños de Santa Rosa dos Pretos.
Son los vodunes y los encantados los que nos permiten vivir en sus tierras. Foto/Andressa Zumpano
Su propiedad legítima reside en el hecho de que son estos espíritus los que crean, habitan, renuevan y mantienen estos espacios y seres desde los principios y para siempre. Ellos no nos necesitan, pero nosotros necesitamos de ellos.
Ellos no habitan nuestro espacio humano; somos nosotros quienes por generosidad de ellos se nos permite ser parte de su mundo espiritual.
Los dueños de Santa Rosa dos Pretos poseen todo lo que es vida, y lo seguirán siendo dueños cuando el último documento de propiedad blanco se pudra y se pierda en el olvido del tiempo.
A comunidade de Piquiá de Baixo, no Maranhão (Brasil), tem uma história emblemática que vale a pena ser contada ao Sínodo da Amazônia.
É vítima da mineração e da siderurgia, no contexto do Programa Grande Carajás, que extrai minério de ferro do coração da Amazônia para exportá-lo, atravessando 900 km entre os estados do Pará e Maranhão, até Cina, Japão, Europa e Estados Unidos.
Momento em que Padre Dário Bossi entrega ao Papa Francisco materiais sobre a luta de Piquiá de Baixo
A empresa Vale S.A., tristemente conhecida pelos crimes de Mariana e Brumadinho, é o ator principal no contexto deste Programa, que inclui também empresas de siderurgia altamente poluentes, instaladas ao lado da comunidade de mais de mil habitantes, para produzir ferro-gusa. A Vale fornece minério e transporta o ferro-gusa, que também é exportado.
Há 15 anos Piquiá de Baixo, através da rede Justiça nos Trilhos, denuncia as violações sofridas, luta em busca de reparação integral, exige justiça e responsabilização do Estado e das empresas que sacrificam comunidades, territórios, água e meio ambiente, em função do lucro de poucos.
A rede ecumênica Igrejas e Mineração convidou Flávia Antônia do Nascimento, jovem mãe, de Piquiá de Baixo, para testemunhar o drama e a resistência de sua comunidade por ocasião do Sínodo da Amazônia.
Flávia viajará também para Genebra, onde encontrará alguns Relatores Especiais da ONU para denunciar as violações impostas à sua comunidade.
Integrantes da rede Igrejas e Mineração apresentaram a Papa Francisco, durante uma sessão do Sínodo, a situação de Piquiá de Baixo e a própria rede ecumênica, que acompanha e assessora comunidades atingidas pela mineração em diversos países da América Latina.
No Sínodo para Amazônia, muitos padres sinodais, pastorais sociais e comunidades estão denunciando com vigor os impactos e contradições do extrativismo predatório e se opõem, de modo particularmente contundente, à mineração em terras indígenas, grave ameaça aos territórios.
Acompanhe a caminhada da comunidade de Piquiá de Baixo, da rede Justiça nos Trilhos e da rede Igrejas e Mineração através dos seguintes contatos:
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