Sororizemos: encontro de mulheres em Açailândia (MA)

quarta-feira, 27 de março de 2019
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Sororizemos foi um encontro pensado a partir da seguinte inquietação.

Em Açailândia (Ma), sabemos que existe um grupo de mulheres que estão na causa por seus direitos, mas que,
porém não se encontram, não estão organizadas, então a ideia seria fazer um primeiro encontro de acolhida para que
essas mulheres se sentissem parte de uma rede de mulheres.

O encontro foi na noite do dia 8 de março, da maneira mais leve e mágica que se poderia acontecer, fomos embriagadas por nossa energia feminina, completamente envolvidas nesse que se tornou um ritual.

Exaltamos o poder da natureza, relaxamos em uma linda viagem no tempo, também despertamos bruscamente para
entender como o machismo domina nossa sociedade, refletimos, escutamos umas às outras, rimos, choramos, todas
essas emoções entrelaçadas a um então laço criado, de amor, de cumplicidade, de esperança e força para que consigamos dias melhores para nós, laço esse que é nosso pacto de irmandade que então chamamos de SORORIDADE.

Um encontro diferente, cheio de grandes energias, onde poucas mulheres reunidas puderam transmitir tanta energia que não coube no coração e escorreu pelos olhos, lembremo-nos de todas as Mulheres maravilhosas que foram vítimas de feminicídio, as Mulheres que nos dá força pra continuar nessa caminhada cheia de tantos obstáculos.
Netas das bruxas, Negras, Índias, Brancas, Arquitetas, Motoristas, Dançarinas, Apresentadoras, Jornalistas, Soldadora, Policial, Vendedora, Engenheira, Agricultoras, Donas de casa, Empresárias, Professora, Diretora, Filhas, Mães, Marias, Evas, Marielles, Mulher.

Nós não queremos morrer, nós queremos Respeito!

Mesmo sendo poucas no encontro, tivemos a certeza que a semente vai ser partilhada, sentimos o Amor e também a
raiva por vê tanta coisa ruim acontecendo com as Mulheres, mesmo tendo lei de proteção para as mesmas.
Vimos que o preconceito e a violência nos acompanham a todo instante, e é triste vê isso.

Antes de ter a Lei Maria da Penha acontecia muito feminicídio, e depois da criação da Lei disparou, são muitas violências, muitas delas seguida de mortes a cada segundo, não temos mais a segurança de poder andar sem medo. Nem se quer uma mulher grávida passa despercebida sem sofrer a chamada violência obstétrica e que por sinal deixa muito fragilizada a mulher que vai ser mãe a primeira vez.
Diante de tudo, é bom lembrar que:

“O lugar da Mulher é onde ela
quiser!”

Por Puráwguete & Yonná
Coletivo Comunicação Popular Pinga Pinga

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