Alto Alegre do Pindaré

Comunidades de Alto Alegre do Pindaré reivindicam melhoria da estrada de acesso

terça-feira, 25 de outubro de 2016
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Desde a última sexta-feira, 21 de outubro, a comunidade de Altamira, localizada em Alto Alegre do Pindaré (MA), realiza “greve” por melhoria na estrada de acesso que liga os povoados à sede do município. Em decorrência das chuvas, a estrada ficou ainda mais precária e em alguns pontos o solo cedeu formando crateras.

Com as obras de duplicação da Estrada de Ferro Carajás (EFC), no interior do município, a faixa de domínio da empresa Vale, que opera a ferrovia, teve de ser alargada, o que fez com que a estrada fosse modificada de lugar. Segundo explicou um morador de Auzilândia, outra comunidade de Alto Alegre que também aderiu a greve, essa estrada não foi revestida com piçarra, e nem o barro foi compactado. “O acesso tá horrível, aqui ninguém consegue mais andar, hoje mesmo deu uma chuva e a estrada ficou mais precária”, afirma.

Além de Altamira e Auzilândia, as comunidades de Mineirinho, Boa Vista, Roça Grande, Tucumã, Cocal e Sapucaia também aderiram à “greve”, reivindicando não apenas a melhoria na estrada de acesso, mas também a construção de travessias seguras ao logo da ferrovia, como passarelas e viadutos.

 

 

Funcionários da Vale estiveram no local da manifestação em Altamira juntamente com a polícia militar e ameaçaram processar as lideranças caso não liberassem a passagem, porém não houve acordo com os moradores. Nesta terça-feira, uma comissão, composta por pessoas de todas as comunidades, tentará uma reunião com o Ministério Público, em Santa Luzia, para buscar apoio na resolução de suas demandas.

Desdobramentos sobre Altamira

A Vale S.A propôs uma ação de interdito proibitório contra moradores de Altamira, requerendo, em caráter de urgência, a concessão de tutela impedindo que os moradores pratiquem qualquer ato que “viole sua posse mansa e pacífica sobre área da Estrada de Ferro Carajás dentro do Município de Alto Alegre do Pindaré/MA, bem como com relação às suas áreas adjacentes”. A empresa alegou que os manifestantes fizeram diversas exigências, informando que, caso descumpridas, interromperiam o tráfego na ferrovia.

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A juíza da 1ª Vara da Comarca de Santa Luzia (MA), Marcelle Adriane Farias Silva  concedeu liminar favorável à empresa, autorizando, inclusive, a utilização de força policial para cumprimento da diligência, caso seja necessário.

Segundo morador da região, nesta quarta-feira, 26 de outubro, por volta das 6h da manhã, cerca de 100 policiais chegaram ao local da “greve” em Altamira e retiraram os moradores de lá. As lideranças das comunidades, que estavam reunidas na manifestação, devem ir ao Ministério Público de Santa Luzia registrar denúncia sobre a precariedade da estrada, além do pedido por mais travessias seguras ao longo da ferrovia.

Por: Idayane Ferreira

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