Igrejas e Mineração

IyM conclama a construir alternativas ao extrativismo mineiro

sexta-feira, 9 de setembro de 2016
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mineracao_thumb_-_esp-2-8b04bA mega mineração não resolve os problemas econômicos de nossos países, ao contrário tem efeitos nocivos para as pessoas, as comunidades e a natureza. Esta é uma das conclusões a que chegaram os participantes do III Encontro da Rede Igrejas e Mineração, realizado de 2 a 4 de setembro na capital colombiana e que reuniu 50 líderes religiosos de diversos países do mundo.

“Nos preocupa a crescente criminalização e os assassinatos dos que exercem a defesa dos territórios, como no caso de nossa irmã Berta Cáceres, para a qual exigimos Justiça e através dela pedimos por um mundo mais justo para as mulheres, protagonistas na defesa da vida e primeiras vítimas do extrativismo”, afirma a Rede em seu pronunciamento público ao final do evento.

Por outro lado, declaram os membros da Rede: “Estamos conscientes de que defender a Criação, em um sistema depredador cujo fim último é o lucro e o dinheiro, é uma ação que implica risco e perigo de morte, mas nos animam o evangelho de Jesus, a encíclica “Laudato Si” e o espírito de luta de muitas comunidades afetadas pela mineração e outras atividades extrativas”.

Em seu comunicado, exortam as autoridades eleitas pela vontade popular a apoiarem as iniciativas em defensa da vida. E fazem um chamado às Igrejas “a assumirem um compromisso ativo na defesa da Casa Comum por ser um elemento constitutivo do ser cristão. Alertamos as organizações da sociedade civil e a nossa hierarquia eclesial sobre os mecanismos de cooptação que levam a cabo as empresas e alguns governos. Nos dá esperança a atitude de muitos bispos, sacerdotes, pastores e leigos que escutam os clamores das vítimas em seus territórios e celebramos seus compromissos com a vida”.

Frente ao processo de Paz que vive a Colômbia, os membros da Rede Igrejas e Mineração saúdam os esforços para alcançar a paz e para por fim definitivamente ao longo período de guerra interna que sofreram. “A paz é o caminho para continuar construindo uma Colômbia mais justa, equitativa e em harmonia com a mãe natureza”.

Terminam sua declaração indicando que a partir de seu espirito ecumênico reafirmam seu compromisso de “continuar apoiando as pequenas comunidades que são desalojadas e atropeladas em seus direitos mais elementares. A experiência –afirmam-, nos demonstra que em nenhuma parte do mundo a mineração é uma alternativa de desenvolvimento, nem integral, nem sustentável para nossos povos”.

Leia o comunicado completo do III encontro da Rede Igrejas e Mineração:

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