Manifestação

Trabalhadores rurais reivindicam melhorias na estrada de acesso aos assentamentos

quarta-feira, 24 de agosto de 2016
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Desde as 3h da manhã, da segunda-feira (22) de agosto, cerca de 100 trabalhadores e trabalhadoras rurais, ocupam a estrada da Sunil, no ponto conhecido como “abacaxi”, não permitindo o tráfego de veículos. Essas pessoas são moradoras dos assentamentos João do Vale, Francisco Romão, Agroplanalto, Novo Oriente, Baianos e Planalto I, zona rural da cidade de Açailândia/MA.


00-2.jpgDesde as 3h da manhã, da segunda-feira (22) de agosto, cerca de 100 trabalhadores e trabalhadoras rurais, ocupam a estrada da Sunil, no ponto conhecido como “abacaxi”, não permitindo o tráfego de veículos. Essas pessoas são moradoras dos assentamentos João do Vale, Francisco Romão, Agroplanalto, Novo Oriente, Baianos e Planalto I, zona rural da cidade de Açailândia/MA.

A manifestação que durou três dias, buscou fazer com que o poder público de Açailânida, junto as empresas que tem atividades na região realizassem a pavimentação de toda a estrada da Sunil e colocassem piçarra nas vias de acesso aos assentamentos. Outra pauta é o acordo feito com a prefeitura para empiçarramento do assentamento João do Vale, feito nos primeiros meses de 2016, mas que até o prezado momento não foi realizado.

Os assentados se queixam da dificuldade de trafegar por essa estrada, pois a mesma se encontra muito esburacada, tornando a locomoção para cidade difícil de ser feita, prejudicando o escoamento de pequenas produções, o transporte escolar, provocando pequenos acidentes entre outros problemas.

Ainda segundo os manifestantes, a má condição da estrada é provocada pela passagem de caminhões das empresas, que trafegam diariamente pela localidade. “Os caminhões são muito pesados e fazem buraco grandes. Mas todos os anos as empresas faziam uma revitalização da estrada, mas nesse ano não fizeram, ” contou um assentado.
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Representantes das empresas Vale e da Queiroz Galvão estiveram no local, para solicitar a liberação da estrada para o tráfego dos seus veículos. As duas empresas alegam que estão dispostas a negociar, mas cabe à prefeitura e a siderúrgica Viena, que também detém atividades naquela localidade, entrarem também no acordo para realizar os pedidos dos trabalhadores e trabalhadoras rurais.

Os manifestantes negaram o pedido e afirmaram que a ocupação continua até os assentados terem um acordo firmado entre as empresas e o poder público, no qual se comprometam a realizar a pavimentação e o empiçarramento solicitado.
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O secretário de obra da prefeitura entrou em contato com os assentados e informou que no dia (31) quarta-feira, as “maquinas” já estariam a disposição para começar os trabalhos de melhorias na estrada, mas não compareceu ao local para repassar essas informações e firmar um acordo junto aos assentados, o dialogo se deu apenas por telefone celular. Tendo em vista a falta de acordo ou diálogo presencial com o poder público, os manifestantes decidiram permanecer com a ocupação por tempo indeterminado.

Na manhã da quarta-feira (24), uma comissão formada por representantes de cada assentamento, foi até a prefeitura para se reunir com o prefeito da cidade, na busca de que a pauta dos assentados fosse atendida. Nessa reunião foi firmado um termo de compromisso no qual a prefeitura se compromete na recuperação de 25 km da estrada (Sunil) principal com a participação efetiva das empresas Vale, Viena e Queiroz Galvão. A prefeitura também reafirmou o compromisso com assentamento João do Vale, referente ao empiçarramento das ruas e pavimentação das vias de acesso que garantem a rota escolar.

Outro ponto que não está no ‘Termo’, mas que o prefeito garantiu aos assentados é, que na quinta-feira, dia (1) de setembro, as máquinas da prefeituras já estarão disponível para começar os trabalhos na estrada. Os assentados desocuparam a estrada depois do termo assinado. “Nós vamos sair, mas se o compromisso assumido não for feito, nós voltaremos a ocupar novamente”, ressaltou um trabalhador rural”.
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termo_de_compromisso.pdfBaixe e leia o termo na íntegra

Por: Mikaell Carvalho

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