Vale derruba casas na região da Serra do Gandarela

quarta-feira, 2 de março de 2016
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A Vale derrubou 3 casas na sexta-feira, 26 de fevereiro, em Rio Acima, na região de Água Limpa, no entorno do Parque Nacional da Serra do Gandarela. Moradores informaram que foram utilizadas 2 máquinas e que a empresa não apresentou aos proprietários das casas demolidas quaisquer documentos ou autorização para essa grave violação.


A Vale derrubou 3 casas na sexta-feira, 26 de fevereiro, em Rio Acima, na região de Água Limpa, no entorno do Parque Nacional da Serra do Gandarela. Moradores informaram que foram utilizadas 2 máquinas e que a empresa não apresentou aos proprietários das casas demolidas quaisquer documentos ou autorização para essa grave violação.

Em uma das casas, as máquinas e funcionários da Vale, acompanhados de um policial, chegaram às 6 da manhã e nem deram tempo da família retirar seus pertences do lugar.

Veja o vídeo

Entenda o contexto

O Parque Nacional da Serra do Gandarela foi criado no dia 13/10/2014, deixando de fora dos limites a área pretendida pela Vale para a implantação da Mina Apolo, a partir de articulações “de bastidores” entre o Ministério do Meio Ambiente (Ministra Izabella, Secretário Executivo Francisco Gaetani e técnico Sérgio Brant), o Governo de Minas Gerais e aliados da empresa que nem respeitaram o processo técnico dentro do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Sabemos que a empresa já está providenciando os documentos para solicitar a autorização do ICMBio para seu projeto, que agora ficaria no entorno imediato da Unidade de Conservação, e está realizando estudos complementares para, assim, dar prosseguimento ao licenciamento do seu empreendimento na Serra do Gandarela, que seria a 2ª Carajás da Vale, conforme mencionaram quando do primeiro Estudo de Impacto Ambiental em 2009.

A Vale não desiste de minerar a Serra do Gandarela, fundamental pelas suas águas de qualidade para os municípios do entorno e para os rios das Velhas/São Francisco e Piracicaba/Rio Doce. Mesmo na atual situação de escassez de água, que coloca em sério risco o abastecimento da região metropolitana de Belo Horizonte, e após a tragédia de Mariana – que a Vale também é responsável – que impactou de forma violenta o Rio Doce, para o qual as águas límpidas que nascem na Serra do Gandarela são essenciais, a Vale insiste em seu projeto chamado Mina Apolo.

Como em todos os lugares onde a Vale atua, esta empresa viola direitos e impacta gravemente pessoas e o meio ambiente. NÃO PODEMOS DEIXAR QUE ELA DESTRUA A SERRA DO GANDARELA.

Fonte: aguasdogandarela.org

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