Infográfico apresenta dados sobre aumento de manifestações no Corredor de Carajás

quarta-feira, 10 de junho de 2015
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O infográfico “O povo reage aos impactos da duplicação do complexo logístico Norte – Vale” foi produzido por pesquisadores da Rede Justiça nos Trilhos (JNT), e é resultado de um levantamento feito no período de 2012 a 2014, sobre as manifestações de comunidades que estão situadas às margens da Estrada de Ferro Carajás (EFC), nos estados do Maranhão e Pará…


O infográfico “O povo reage aos impactos da duplicação do complexo logístico Norte – Vale” foi produzido por pesquisadores da Rede Justiça nos Trilhos (JNT), e é resultado de um levantamento feito no período de 2012 a 2014, sobre as manifestações de comunidades que estão situadas às margens da Estrada de Ferro Carajás (EFC), nos estados do Maranhão e Pará.

De acordo com os dados da pesquisa, em 2012 foram registradas três manifestações ao longo da EFC, em 2013 seis e em 2014 o número de protestos chegou a 15, aumento de 400% em relação ao primeiro ano do levantamento. A pesquisa aponta também que essas manifestações tem relação direta com o processo de duplicação da EFC, da empresa multinacional Vale S/A.

O estudo revela ainda, que o aumento do número de manifestações se deve ao fato de que as comunidades estão mais articuladas e atentas à dimensão dos problemas sociais e ambientais que deverão aumentar, com a consolidação desse projeto de duplicação da Estrada de Ferro, afetando diretamente as famílias que vivem às margens do empreendimento.

A partir dos protestos, as comunidades construíram uma pauta com reivindicações à empresa Vale. Entre elas, construção de travessias seguras ao longo da ferrovia; redução da poluição na comunidade de Piquiá de Baixo em Açailândia; ações para evitar atropelamentos de animais e pessoas nos trilhos; fim das práticas de espionagem feitas pela Vale nas organizações e movimentos sociais.

O maior número de manifestações, no decorrer desses três anos, se concentra no estado do Maranhão, com 17 no total, sete ocorreram no estado do Pará. Os protestos foram realizados para denunciar os impactos negativos da duplicação da estrada de ferro: alagamento das casas próximas à ferrovia, insegurança na travessia sobre a linha de ferro, atropelamentos e mortes provocados pelo trem de ferro, entre outros.

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Domingos de Almeida – Rede Justiça nos Trilhos

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