Regime de urgência em código da mineração é golpe

terça-feira, 2 de julho de 2013
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A Associação Comunitária dos Moradores do Pequiá, em companhia das entidades Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia, rede Justiça nos Trilhos, Paróquia Santa Luzia de Piquiá, que assessoram seu empenho em vista do reassentamento e da moradia digna, vem, pela presente nota pública, informar o que segue… Leia a nota completa sobre a ocupação dos trilhos em Piquiá.

– no dia 01 de julho de 2013 ouvimos através de carro de som circulando nos bairros de Piquiá de Cima e Piquiá de Baixo um chamado, em nome genericamente da ‘sociedade açailandense’, à mobilização contra os impactos provocados pelas empresas siderúrgicas na cidade. Ao tentar buscar informações a respeito da autoria dessa mobilização, ninguém soube nos informar;

– no dia 02 de julho soubemos que um pequeno grupo de cerca 30 pessoas, vindo com dois ônibus do centro da cidade, se concentrou nas proximidades do posto desativado de combustível denominado ‘posto Piquiá’

– no mesmo dia, aproximadamente às 12 horas, recebemos informações por um programa rádio da cidade que um grupo de pessoas estava manifestando em cima dos trilhos da Estrada de Ferro Carajás e bloqueando a circulação do trem, reivindicando atenção às precárias condições de saúde dos moradores de Piquiá de Baixo, vítimas da poluição siderúrgica.

Ressaltamos que nenhuma de nossas organizações foi previamente comunicada a respeito dessa manifestação e que nenhum associado da Associação Comunitária dos Moradores do Pequiá, nenhum componente da rede Justiça nos Trilhos, nenhum funcionário ou sócio do Centro de Defesa da Vida e dos Direitos Humanos de Açailândia e nenhum coordenador da Paróquia Santa Luzia do Piquiá organizou ou participou de referido ato.

Reconhecemos nas reivindicações proclamadas pelos manifestantes as denúncias contra a poluição provocada pelas empresas siderúrgicas e a Vale S. A., que há vários anos também nós estamos formalizando. 

Reconhecemos também a urgência de uma solução para o reassentamento do Piquiá de Baixo, a começar pela conclusão do processo de desapropriação do terreno e a aprovação do projeto urbanístico e habitacional pela Prefeitura de Açailândia e o Estado do Maranhão.

Nas últimas semanas a Associação Comunitária dos Moradores do Pequiá tem participado e organizado manifestações pacíficas no centro da cidade de Açailândia reivindicando essas urgências e tem lançado, em colaboração com a International Alliance of Inhabitans, uma campanha internacional de solidariedade ao Piquiá e de pressão sobre as instituições públicas responsáveis para o reassentamento.

Apesar da legitimidade das reivindicações, não reconhecemos a autoria desses atos de protesto.

Açailândia, 02 de julho de 2013

 

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